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MANUAL OFICIALFundamentos

Eletrocardiograma do Adulto

Guia completo de identificação e interpretação das ondas do ECG — Onda P, complexo QRS, segmento ST, onda T e intervalo QT com critérios de normalidade e achados patológicos.

Visão Geral do Ciclo Cardíaco

O eletrocardiograma registra a atividade elétrica do coração. Cada batimento cardíaco produz um padrão característico composto pelas ondas P, QRS e T, separadas por segmentos e intervalos com significados clínicos distintos.

Diagrama das ondas do ECG

Onda P

Despolarização atrial

Complexo QRS

Despolarização ventricular

Onda T

Repolarização ventricular

Segmento ST

Intervalo eletricamente neutro

Intervalo PR

Condução AV

Intervalo QT

Sístole ventricular total

Passo a Passo da Interpretação

A leitura do ECG deve seguir sempre a mesma sequência sistemática, independentemente do motivo do exame. Analisar sempre na mesma ordem evita que achados importantes passem despercebidos. Confira antes o nome do paciente, a data, a calibração (1 mV = 10 mm) e a velocidade do papel (25 mm/s: 1 quadradinho = 40 ms, 1 quadradão = 200 ms).

  1. 1

    Ritmo

    É sinusal? Procure onda P positiva em D2 e negativa em aVR, precedendo cada QRS. Verifique a regularidade dos intervalos R-R. Ritmo não sinusal ou irregular sugere arritmia (fibrilação/flutter atrial, extrassístoles, ritmos de escape).

  2. 2

    Frequência Cardíaca

    Ritmo regular: 1500 ÷ nº de quadradinhos entre dois R, ou 300 ÷ nº de quadradões. Ritmo irregular: conte os QRS em 6 segundos (30 quadradões) e multiplique por 10. Normal: 60–100 bpm. < 60 = bradicardia; > 100 = taquicardia.

  3. 3

    Eixo Elétrico

    Avalie a polaridade do QRS em D1 e aVF (método dos quadrantes). Eixo normal: −30° a +90°. Desvios sugerem hemibloqueios, sobrecargas ventriculares ou cardiopatias — ver seção Eixo Elétrico.

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    Onda P e Intervalo PR

    Analise morfologia, duração e amplitude da onda P (sobrecargas atriais). Meça o PR (120–200 ms): PR longo sugere atraso/bloqueio AV; PR curto exige avaliar onda delta e QRS compatível antes de diagnosticar pré-excitação.

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    Complexo QRS

    Meça a duração: QRS normal é < 120 ms. QRS largo (≥ 120 ms) sugere bloqueio de ramo, ritmo ventricular ou pré-excitação. Avalie amplitude, ondas Q patológicas e progressão da onda R nas precordiais.

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    Segmento ST

    Compare com a linha de base (segmento TP/PR). Supra de ST → IAM com oclusão, repolarização precoce, pericardite. Infra de ST → isquemia, sobrecarga, digoxina. Avalie sempre em derivações contíguas.

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    Onda T

    Verifique polaridade e morfologia. T apiculada → hipercalemia; T hiperaguda → oclusão coronária precoce; T invertida simétrica → isquemia. T deve ser positiva na maioria das derivações (exceto aVR).

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    Intervalo QT (QTc)

    Meça o QT e corrija pela FC (Bazett: QTc = QT / √RR). QTc > 500 ms → risco de torsades de pointes. QT curto → hipercalcemia, síndrome de QT curto. Revise medicações e eletrólitos.

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    Achados Adicionais

    Procure onda U (hipocalemia), sinais de sobrecargas de câmaras, pré-excitação, marcapasso (espículas) e artefatos. Correlacione com derivações específicas de cada parede.

  10. 10

    Conclusão e Correlação Clínica

    Reúna os achados em um laudo estruturado e sempre correlacione com o quadro clínico, ECGs prévios e exames complementares. O ECG nunca substitui a avaliação clínica — interpreta-se o paciente, não apenas o traçado.

Regra de ouro: siga sempre a mesma ordem — ritmo, frequência, eixo, onda P/PR, QRS, ST, onda T, QT e achados adicionais. A sistematização é o que diferencia uma leitura confiável de uma interpretação apressada.

Onda P

A onda P é a primeira deflexão positiva em um ciclo cardíaco e representa a despolarização atrial — o registro elétrico da contração dos átrios. Possui formato arredondado e aparece antes do complexo QRS.

Duração100 – 120 ms
Amplitude< 2,5 mm
MorfologiaArredondada, positiva na maioria das derivações
Normalidade: Onda P com duração de 100–120 ms, amplitude inferior a 2,5 mm e morfologia arredondada e positiva.
Sobrecarga Atrial Direita (P pulmonale): Onda P com amplitude > 2 mm nas derivações D2, D3 e aVF. Indica aumento da pressão ou volume no átrio direito (ex: cor pulmonale, estenose pulmonar).
Sobrecarga Atrial Esquerda (P mitrale): Onda P mais larga e com duplo pico em D2. Amplitude normal, mas duração aumentada. Associada à estenose mitral e insuficiência mitral.

Intervalo PR

O intervalo PR representa o período entre o início da despolarização atrial (início da onda P) e o início da despolarização ventricular (início do QRS). Corresponde ao tempo de condução pelo nó atrioventricular (AV).

Duração normal120 – 200 ms (3 a 5 quadradinhos no ECG padrão)
ReferênciaMedido do início da onda P ao início do QRS
Normalidade: Intervalo PR entre 120 e 200 ms, com condução AV preservada.
Bloqueio Atrioventricular: Duração do PR > 200 ms indica bloqueio AV de 1º grau. Bloqueios de 2º e 3º grau apresentam outras alterações no padrão PR–QRS.
PR Curto: PR < 120 ms é um achado que exige correlação. PR curto isolado não diagnostica WPW: procure onda delta, início lentificado e alargamento/alteração do QRS compatíveis com pré-excitação.

Complexo QRS

O complexo QRS representa a despolarização ventricular — a ativação elétrica que desencadeia a contração dos ventrículos esquerdo e direito. É composto pelas ondas Q, R e S, cuja morfologia varia conforme a derivação e a presença de cardiopatias.

Duração normal< 120 ms
Morfologias possíveisR isolado, QS, QR, RS ou RSR′ — depende da derivação
AmplitudeProporcional à massa ventricular
Normalidade: QRS com duração inferior a 120 ms, morfologia variável por derivação e sem ondas Q patológicas.
QRS Largo: Duração ≥ 120 ms define QRS largo e exige avaliar bloqueio de ramo, ritmo ventricular, pré-excitação e outras causas. Bloqueio de ramo incompleto pode ocorrer entre 110–119 ms quando a morfologia é compatível.

Onda Q

A onda Q é a primeira deflexão negativa do complexo QRS. Sua presença em determinadas derivações tem importância diagnóstica fundamental.

Duração< 50 ms (em todas as derivações, exceto V1–V3)
V1–V3Qualquer onda Q nessas derivações é considerada anormal
Critério patológicoDuração > 30–40 ms ou amplitude > 25% da onda R seguinte
Q Patológica: Pode representar infarto agudo ou antigo do miocárdio na parede anterosseptal, ou ser secundária a bloqueio de ramo esquerdo.

Onda R

A onda R é a primeira deflexão positiva do complexo QRS. Uma segunda deflexão positiva é designada R′ (R linha), observada nos bloqueios de ramo direito (RSR′ em V1).

Onda S

A onda S é a segunda deflexão negativa se houver onda Q, ou a primeira deflexão negativa caso não haja onda Q. Sua amplitude reflete a ativação das regiões basais e posterolaterais do ventrículo esquerdo.

Eixo Elétrico do QRS

O eixo elétrico representa a direção média da atividade elétrica durante a despolarização ventricular. É avaliado no plano frontal com base nas derivações D1, D2, D3, aVR, aVL e aVF, posicionadas em um sistema hexaxial (rosa dos ventos de 360°).

Determinação pelo método D1 × aVF:

D1aVFQuadranteFaixaInterpretação
++2º quadrante0° a +90°Normal
+−1º quadrante0° a −90°Possível desvio esquerdo
−+3º quadrante+90° a +180°Desvio direito
−−4º quadrante−90° a −180°Desvio extremo

Eixo Normal

−30° a +90°

Desvio para a Esquerda

−30° a −90°

HVE, bloqueio fascicular anterior, IAM inferior

Desvio para a Direita

+90° a +180°

HVD, doenças pulmonares, bloqueio fascicular posterior

Desvio Extremo

−90° a −180°

Padrão incomum, investigar arritmias ou erros de conexão

Bloqueios de Ramo e Bloqueios Fasciculares

Os bloqueios de ramo resultam de falha na condução pelos ramos do feixe de His, produzindo alargamento e deformidade do complexo QRS. Os bloqueios fasciculares (hemibloqueios) afetam as divisões do ramo esquerdo sem alargar o QRS. Segundo a Diretriz SBC 2022 (Samesima et al.), a definição precisa de cada padrão é essencial para o laudo eletrocardiográfico.

Bloqueio de Ramo Direito (BRD)

BRD Completo — QRS ≥ 120 ms

  • • V1: rSR′ ("orelha de coelho") — R′ > r inicial
  • • D1, aVL, V5, V6: S empastada (larga e arrastada)
  • • ST-T secundário: T negativa em V1–V2 (discordante)
  • • Eixo pode desviar para a direita
  • • QRS > 140 ms sugere defeito septal ventricular associado

BRD Incompleto — QRS 110–119 ms

  • • Mesma morfologia rsR′ em V1 (R′ < 8 mm)
  • • S empastada em D1, V5, V6 (menos pronunciada)
  • • Sem alterações secundárias significativas de ST-T
  • • Pode ser variante normal em jovens e atletas
  • • Investigar sobrecarga do VD se contexto clínico sugestivo
Fisiopatologia: Bloqueio do ramo direito → VD despolarizado tardiamente pelo VE via miócitos. Vetor terminal direcionado para a direita e anteriormente → R′ em V1, S empastada em derivações esquerdas. As alterações de ST-T são secundárias (discordantes ao vetor terminal) e não indicam isquemia primária.

Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE)

BRE Completo — QRS ≥ 120 ms

  • • D1, aVL, V5, V6: R largo, empastado/entalhado, sem onda q inicial (ausência de q septal)
  • • V1–V3: QS largo ou rS (r mínimo + S profunda)
  • • ST-T discordante: T negativa em D1/aVL/V5-V6; ST elevado + T positiva em V1–V3
  • • Desvio do eixo para a esquerda em ~50–60% dos casos
  • • Oculta sinais de IAM — usar critérios de Sgarbossa

BRE Incompleto — QRS 110–119 ms

  • • R em D1, aVL, V5, V6: entalhado ou empastado
  • • Ausência de q em D1 e V5–V6
  • • Alterações de ST-T menos pronunciadas
  • • Frequentemente associado a cardiopatia estrutural
  • • Raramente variante normal (ao contrário do BRD incompleto)
Fisiopatologia: No BRE, o septo é despolarizado da direita para a esquerda (inversão normal) → ausência de q septal em D1/V5-V6. VE despolarizado tardiamente, com vetor direcionado para a esquerda e posteriormente. As alterações secundárias de ST-T são opostas ao vetor QRS dominante e não devem ser confundidas com isquemia primária.

Critérios de Sgarbossa — IAM no contexto de BRE (Sgarbossa et al., NEJM 1996)

5 pts

Supra de ST concordante ≥ 1 mm em derivações com QRS predominantemente positivo (D1, D2, aVL, V4–V6). Alta especificidade para OMI.

3 pts

Infra de ST concordante ≥ 1 mm em V1–V3 (derivações com QRS predominantemente negativo). Normal = ST elevado discordante nesses casos.

2 pts

Supra de ST discordante ≥ 5 mm em derivações com QRS predominantemente negativo (excede a discordância fisiológica esperada).

Smith-Modified: razão ST/S < −0,25 em qualquer derivação com QRS negativo melhora a sensibilidade. Pontuação ≥ 3 = alta probabilidade de IAM. A presença de critério 1 ou 2 isolado já tem implicação clínica imediata.

Bloqueios Fasciculares (Hemibloqueios)

Afetam as divisões (fascículos) do ramo esquerdo. QRS não é alargado (< 120 ms). O diagnóstico é baseado essencialmente no desvio do eixo elétrico e na morfologia qR ou rS nas derivações periféricas. Nomenclatura SBC 2022: bloqueio divisional anterossuperior (BDAS) e bloqueio divisional posteroinferior (BDPI).

HBAE / BDAS (Hemibloqueio Anterior Esquerdo)

  • • Eixo ≤ −30° (critério mínimo); ≤ −45° para diagnóstico firme
  • • D1, aVL: qR (q pequena + R alto)
  • • D2, D3, aVF: rS (r pequeno + S profunda)
  • • QRS < 120 ms
  • • Causa mais comum de desvio esquerdo do eixo
  • • Associado a: Chagas, HVE, coronariopatia, pós-IAM inferior

HBPE / BDPI (Hemibloqueio Posterior Esquerdo)

  • • Eixo ≥ +90° (critério mínimo); ≥ +120° para diagnóstico firme
  • • D1, aVL: rS
  • • D2, D3, aVF: qR
  • • QRS < 120 ms
  • • Diagnóstico de exclusão: afastar HVD, doenças pulmonares, S1S2S3, lateralidade invertida
  • • Menos frequente; indica lesão mais extensa do sistema de condução

Bloqueios Combinados

Bloqueio Bifascicular

  • • BRD + HBAE (mais comum): rsR′ em V1 + eixo ≤ −45°
  • • BRD + HBPE: rsR′ em V1 + eixo ≥ +120°
  • • QRS ≥ 120 ms
  • • Dois dos três fascículos do sistema de condução bloqueados
  • • Risco aumentado de progressão para BAVT

Bloqueio Trifascicular

  • • Bloqueio bifascicular + BAV 1º grau (PR > 200 ms)
  • • Indica doença grave e difusa do sistema His-Purkinje
  • • Alto risco de progressão para BAVT completo
  • • Indicação de avaliação eletrofisiológica e marca-passo definitivo se sintomático
  • • Nota: o PR prolongado pode ser nodal (nó AV) e não necessariamente trifascicular verdadeiro — EEF pode discriminar
Referência: Samesima N et al. Diretriz SBC sobre Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos — 2022. Arq Bras Cardiol. 2022;119(4):638–680. DOI: 10.36660/abc.20220623

Segmento ST

O segmento ST representa o intervalo entre o fim da despolarização ventricular (fim do QRS) e o início da repolarização ventricular (início da onda T). É uma zona eletricamente neutra, normalmente plana e na linha de base. O ponto de junção entre o QRS e o ST é denominado ponto J.

Normalidade: Segmento ST horizontal, isodifásico, na linha de base (mesma posição dos intervalos PR ou TP).
Supra de ST (Elevação): Infarto agudo do miocárdio com oclusão coronária total (IAMCSST). Também observado na síndrome de Takotsubo (início agudo, predominantemente em mulheres) e como variante normal por repolarização precoce em jovens e atletas — neste caso com morfologia côncava.
Infra de ST (Depressão): Isquemia miocárdica (angina), sobrecarga ventricular, uso de digoxina ou distúrbios eletrolíticos. Depressão > 0,5 mm em duas derivações contíguas é clinicamente significativa.
Variações de normalidade: Homens com menos de 40 anos podem ter elevações fisiológicas de ST em V1–V2. Mulheres costumam apresentar desvios menores. Sempre correlacionar com o contexto clínico.

Onda T

A onda T representa a repolarização ventricular — o processo elétrico de relaxamento e "recarga" dos ventrículos após a contração. Aparece após o complexo QRS e o segmento ST, com formato assimétrico: subida mais lenta e descida mais abrupta.

Polaridade normalPositiva na maioria das derivações (exceto aVR)
MorfologiaAssimétrica — subida lenta, descida rápida
Normalidade: Onda T positiva na maioria das derivações (exceto aVR), com morfologia assimétrica e amplitude proporcional ao QRS precedente.
Onda T Apiculada em Tenda: Geralmente indica hipercalemia (potássio elevado). É o sinal eletrocardiográfico mais precoce da hipercalemia.
Onda T Hiperaguda: Onda T larga e de alta amplitude. Sinal mais precoce de Oclusão Coronária Aguda (OCA), antes mesmo da elevação do segmento ST.
Onda T Invertida/Negativa: Pode indicar isquemia miocárdica (especialmente se simétrica), sobrecarga ventricular ou infarto. Inversões de T simétricas em V1–V4 sugerem isquemia subepicárdica anterior.
Onda T Plana: Pode ser sinal de isquemia leve ou distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia).
Atletas: Inversões de onda T podem ocorrer como variante normal por remodelamento fisiológico do coração de atleta, mas sempre exigem investigação para excluir cardiopatias estruturais (miocardiopatia hipertrófica, displasia arritmogênica).

Intervalo QT

O intervalo QT representa o período total da sístole ventricular elétrica — do início da despolarização ventricular (início do QRS) ao fim da repolarização ventricular (fim da onda T). Como varia com a frequência cardíaca, deve ser corrigido pela fórmula de Bazett:

Fórmula de Bazett (Correção pela FC)

QTc = QT / √RR

QT e RR medidos em milissegundos

QTc normal (♂)< 440 ms
QTc normal (♀)< 460 ms
QTc prolongado> 500 ms — risco de torsades de pointes e morte súbita
QT Longo: Pode ser congênito (síndrome de Long QT) ou adquirido por drogas (antiarrítmicos, antibióticos, antipsicóticos), distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia) ou hipotireoidismo. Risco de arritmias graves.
QT Curto: QTc < 340 ms pode indicar síndrome de QT curto, hipercalcemia ou toxicidade por digoxina.

Onda U

A onda U é uma pequena deflexão positiva que ocorre após a onda T, representando a repolarização tardia das fibras de Purkinje ou dos músculos papilares. Geralmente pequena e de baixa amplitude.

LocalizaçãoMelhor visualizada nas precordiais direitas V1–V3
MorfologiaPequena deflexão positiva após a onda T
AmplitudeMenor que a onda T na mesma derivação
Normalidade: Onda U pequena, positiva, mais visível em V1–V3, com amplitude menor que a onda T. Pode ser normal.
Onda U Proeminente: Hipocalemia (principal causa), hipomagnesemia, uso de bradicardizantes. O aumento da onda U é um sinal sensível de distúrbio eletrolítico.
Onda U Invertida: Pode indicar isquemia miocárdica, especialmente na parede anterior, e está associada a doenças cardíacas estruturais. Considerada patológica quando presente.