Isquemia
Infarto Agudo do Miocárdio no ECG
14 de agosto, 2026
12 min de leitura
Reconhecimento das alterações isquêmicas no ECG e sua evolução temporal.
Infarto Agudo do Miocárdio no ECG
O ECG é ferramenta central no diagnóstico e classificação do IAM.
Fase Hiperaguda (minutos a horas)
Alterações Precoces
- Ondas T apiculadas (hiperagudas): elevação simétrica e pontiaguda
- Podem preceder a elevação de ST
- Sinal de oclusão coronária aguda
Fase Aguda
Elevação do Segmento ST (IAMCST)
Critérios diagnósticos:
- ≥ 2 mm em derivações precordiais V2-V3
- ≥ 1 mm nas demais derivações
- Em duas derivações contíguas
Padrão de Sgarbossa (BRE + IAM)
Quando há BRE, usar critérios de Sgarbossa:
- Concordância: ST elevado ≥ 1mm na mesma direção do QRS
- Discordância excessiva: ≥ 25% da amplitude do S ou R
Localização do Infarto
- V1-V4: parede anterior
- V1-V2: parede septal
- V3-V4: anterior isolado
- V4-V6, DI, aVL: parede lateral
- DII, DIII, aVF: parede inferior
- V7-V9: parede posterior
Evolução Temporal
Horas
- ST elevado + ondas T hiperagudas
Dias
- Surgimento de ondas Q patológicas
- Inversão das ondas T
Semanas-Meses
- ST retorna ao normal
- Ondas Q persistem (sequela)
- Ondas T normalizadas ou persistentemente negativas
Ondas Q Patológicas
Indicam necrose miocárdica:
- Duração ≥ 40 ms
- Amplitude ≥ 25% do QRS subsequente
- Presentes em ≥ 2 derivações contíguas
